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Jardines de la Reina - Cuba PDF Imprimir E-mail


 
Descrever os Jardines de La Reina não é tarefa fácil. Lugar intocado pelo homem, preservado em meio a tanta exploração e degradação dos oceanos. Uma verdadeira jóia, uma pérola no mar do Caribe, a cerca de 50 milhas ao sul da costa cubana, Jardines é uma imensa barreira de recifes que se estende por mais de 360 km; um conjunto de mais de 600 ilhas e Ilhotas (os chamados cayos) – dividido em 3 grandes grupos. O Labirinto das Doze Léguas é o mais importante e vai do golfo de Guacanayabo até a baía de Casilda, na porção meridional da ilha de Cuba. Os Jardines de la Reina foram descobertos por Cristóvão Colombo em sua segunda visita ao novo mundo e seu nome é uma homenagem à Rainha Isabel de Castela.


A preservação incentivada por medidas de protecionismo do governo Cubano é o segredo desse milagre. Também contribuem para a conservação do lugar a distância da costa, a ausência de população local e o ciclo das marés que descarregam várias vezes ao dia uma profusão de nutrientes que abastecem e garantem a base de uma riquíssima cadeia alimentar. Sem a intervenção humana, não existem detritos de nenhuma natureza. Nos mergulhos, nota-se que a natureza não foi tocada pelo homem.
 
Ainda assim, são poucos os privilegiados que conhecem o lugar. A cada ano, não mais que 300 felizardos desfrutam do mar turquesa e cristalino, um verdadeiro espelho d’água que envolve as formações de coral que alcançam muitos metros de altura! Aqui estão catalogadas mais de 165 espécies de invertebrados marinhos, 60 de esponjas, 77 de corais, 167 espécies de peixes na zona recifal e mais de 58 nas regiões de mangue. O número de peixes supera em muito o que se vê em outras regiões de CUBA, algo surpreendente, mesmo comparado com outras regiões de proteção marinha do mundo.
 
Um dos sinais mais evidentes da saúde dos recifes e grande atrativo para os mergulhadores é a enorme quantidade de tubarões de diversas espécies, sempre os primeiros a sucumbir quando há desequilíbrio do eco-sistema.
 

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